A importância da criação de uma identidade pessoal

anos-50-moda-por-laura-b-cincoEstive pensando esses últimos dias sobre o quanto a febre da moda dos últimos cinco anos dei uma “abaixada” e estamos entrando num novo período. Com esse boom das redes sociais e dos blogs, o que nós vimos foi muita gente relevante começando a falar e discutir sobre moda, e mais um monte que entrou na corrente porque era a onda do momento. O que aconteceu? Ficamos saturados.

Eu vim dessa onda e há alguns meses me vi saturada de tudo isso, cansei mesmo de tendência, look do dia, desfile, consumismo, etc. Claro que essa onda ainda não passou, mas percebo em muitos blogs e veículos que eu acompanho (e aqui no Sou Phyna também) que em vez de desistirem, todos estão tomando um novo rumo, mais legal, instigante e reflexivo. Vejo muito mais gente falando de identidade, empoderamento, aceitação, que tendências propriamente ditas. E isso é muito foda (desculpem pela palavra). Poxa, a gente tem a faca e o queijo na mão pra descobrir um jeito novo de se impor e prefere seguir a massa, fazer o que todo mundo já faz? Não!

E isso me fez refletir sobre a importância de se criar uma identidade. 2015, migas, não dá mais pra se jogar em tudo quanto é tendência pra se sentir aceita no meio. Cadê você? Você mesmo, você, seu eu, o que você gosta, o que você odeia, seus sentimentos, tudo isso refletido na maneira como você se veste e se mostra. Moda é expressão, é comunicação. Sempre foi e sempre vai ser. É reflexo histórico e social, não é só roupa, não é só grife.

Faz mais ou menos uns seis meses que não compro nem roupa e nem sapato. Comprei a última vez agora em março, mas porque olhei e realmente gostei, me vi usando aquela roupa muitas vezes. Quantas roupas você já comprou porque tava na “moda” e tá aí encalhada no armário? Roupas que não tem nada a ver com a sua identidade, com o seu eu.

Eu quero provocar uma reflexão em vocês, qual a imagem que você passa pro mundo? Qual a sua identidade? Independente de estilo, porque são muitos e você não precisa se incluir em um só, mas sim pegar várias referências que tem a ver com você e compor uma identidade única. Nós não temos mais 15 anos pra nos inserirmos em um grupo uniformizado. Aprenda a escolher o que te valoriza, o que te deixa bem, o que te empodera e não o que te insere num grupo que não te agrega em nada. E não deixe que te digam o que você precisa ser, quanto deve pesar, como seu cabelo deve penteado.

Aprenda a ser você.

Ana Paula de Almeida

24 anos, jornalista, apaixonada por moda, redes sociais, Netflix e playlists do Spotify. Caipira morando na cidade grande e que ainda pega ônibus errado