Para fazer maratona: Luke Cage

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Olha eu de volta com dicas de séries! A de hoje eu terminei no fim de semana inteiro, é daquelas séries que você não consegue parar de ver. Tô falando de Luke Cage, a série do Netflix e da Marvel, que conta a história do herói que dá nome à série.

Se você assistiu Jessica Jones, você com certeza já conhece o Luke. Mas fica tranquilo, não precisa assistir um pra entender o outro, porque Luke Cage é bem focado na história dele. E se você não curte filmes de heróis, também fique tranquilo, é mais um filme policial e de suspense que um filme de herói da Marvel.

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Pra dar aquela contextualizada básica, Luke Cage é um ex-presidiário que durante sua estadia na prisão passou por uma experiência que deu uma “transformada” nele. Digamos que ele ficou indestrutível, impenetrável e muito, muito forte. Sem saber como lidar com os poderes, Luke resolve fugir deles e tentar viver uma vida normal. Só que claro, ele não consegue, e acaba se metendo em um monte de confusão.

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A série é ambientada no Harlem, bairro predominantemente negro em NY, e por lá o Luke acaba ficando famoso por seus feitos. Só que não num sentido muito bom, e isso vocês vão entender assistindo! A série é viciante, os personagens são envolventes, e o Luke Cage…sinceramente, QUE HOMEM!

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Porém, a série tem personagens femininas muito fortes, como a detetive Misty, a enfermeira Claire (que já aparece em Daredevil e Jessica Jones) e a vereadora Mariah Stokes, que mesmo com a índole duvidosa, é impossível não se apaixonar por ela.

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Outro ponto incrível da série a ser destacado é a trilha sonora (que inclusive vai ser lançada em breve em vinil e no Spotify), que tem muito jazz, blues e r&b, que tocam geralmente no Harlem’s Paradise, a melhor balada da série hahahah.

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Eu fiquei apaixonada e completamente viciada nos dias que assisti. Recomendo muuuito, assistam e me contem o que acharam ♥ 




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Série para viciar: Stranger Things

Oiii pessoal, vocês já viram que tá tudo novo aqui no blog? E nas nossas redes sociais também! Então se você ainda não curte, passa lá no nosso Facebook pra dar o seu like e no Instagram pra seguir a gente 🙂

Agora vem aqui que o assunto é séries. E como eu não brinco em serviço, só indico séries que viciam e desgraçam a cabeça do cidadão. Se você acompanha o Netflix, com certeza ficou sabendo que na última sexta-feira estreou uma série nova por lá, chamada Stranger Things. E se você não ouviu falar, é agora que você vai querer dar play porque ela é incrível.

Stranger Things é uma série muito gostosa de assistir, tem suspense, um pouquinho de terror, comédia, romance e muuuuuuuuitas referências dos filmes mais icônicos dos anos 80, tipo E.T. e Os Goonies. Quem não ama? <3

A série é ambientada na década de 80, mas o trabalho é tão perfeito que se te disserem que ela foi feita agora, você nem acredita. Os detalhes são muito precisos, seja no cenário, no figurino, na trilha sonora INCRÍVEL e até no tratamento da imagem das cenas. A abertura então, te faz viajar no tempo mesmo que você não seja da época, tipo eu.

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Sem mais delongas, a série se passa em uma pequena cidade nos Estados Unidos, sabe essas onde nada acontece (feijoada)? Sim, a cidade não tem crimes, não tem mistérios e não tem nada de interessante, até o dia em que Will Byers, um garotinho de 11 anos, some do nada.

A mãe dele, interpretada pela brilhante Winona Ryder, fica completamente desesperada com o desaparecimento do filho e com uma série de acontecimentos meio sobrenaturais/surreais que começam a rodear o fato. Não vou dar spoilers, mas vários personagens começam a se deparar com peças desse mistério, que só vão se encaixando no meio dos episódios.

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Paralelo à isso, uma menina muito estranha aparece no meio da floresta quando os amigos de Will, os fofos Mike, Dustin e Lucas estavam procurando por eles. A menina se chama Onze, é careca e não fala nada, e quando eles resolvem acolher, descobrem que ela tem muuuuuitos mistérios escondidos.

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Tentei explicar de forma a não dar nenhuma pista do que acontece, porque é delicioso descobrir os mistérios junto com os personagens. As crianças são incríveis, e é impossível não se apaixonar e se apegar por essa turma. É uma série pra ver inteira num dia só, tem oito episódios e quando acaba você fica simplesmente sem saber o que fazer. Pra te deixar com mais vontade de ver, assista os oito primeiros episódios de Stranger Things:

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Pra fazer maratona: Silicon Valley

Já que é sexta, o fim de semana tá aí pra gente fazer maratona de séries, dessa vez vou indicar uma super leve e engraçada pra dar um up no seu findi: Silicon Valley!

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Quem assiste Game Of Thrones, com certeza já assistiu algum episódio de Silicon Valley por tabela né, porque um passa em seguida do outro. Mas a verdade é que a série merece uma atenção especial, e depois de um episódio que eu vi já me coçou a vontade de assistir tudo, desde o começo. E foi a melhor coisa que eu fiz!

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Eu não costumo assistir séries de comédia porque nenhuma me prende, mas Silicon Valley é inteligente, despretensiosa e cheia de piadinhas que a nossa geração entende muito. Isso porque a série se passa no Vale do Silício, a região dos Estados Unidos que o polo da inovação e da tecnologia, e onde estão instaladas empresas como o Facebook, Twitter, Google, Snapchat, Instagram, etc.

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Ela conta a história de quatro amigos: Richard, Gilfoyle, Dinesh e Big Head, que são programadores e moram no Vale do Silício. Eles trabalham em uma empresa enorme, tipo o Google, que se chama Hooli. Mas, insatisfeitos com os empregos e com vontade de empreender, eles largam o job para investir na ideia do Richard, uma start up de compressão de arquivos, chamada Pied Piper. Eles moram em uma encubadora de startups, que é de um cara excêntrico e todo lokão chamado Erlich Bachman. Pra quem não sabe o que é encubadora, basicamente os caras moram lá para trabalharem em alguma ideia inovadora, que se for pra frente, o dono da casa vai ganhar uma porcentagem.

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Silicon Valley, Pilot (2014)
Thomas Middleditch, Josh Brener, Kumail Nanjiani, Martin Starr (in background)

Tudo seria muito bom se eles não fossem totalmente atrapalhados e sem nenhuma habilidade social. E é por isso que a série é MUITO engraçada, porque eles fazem bosta o tempo todo, pra fazer a empresa dar certo hahahaha. Rola uma identificação muito grande com a galera da nossa idade, sempre na ânsia de fazer alguma coisa diferente, inovadora, mas sempre tropeçando nos obstáculos da vida adulta. Sério, é uma das séries mais engraçadas que eu já vi, e tem muito poucos episódios: são quatro temporadas, com menos de 10 episódios cada uma. E cada episódio tem em média uns 20 minutos. Ou seja, nesse fim de semana você consegue começar e terminar. E eu duvido que você vá conseguir largar a série antes de terminar tudo.

Sério, vale muito a pena, assistam e depois me contem o que acharam.

Ah, Silicon Valley passa na HBO, se você assina o canal consegue ver todos os episódios no site. Se não, é bem fácil achar para assistir online 😉

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Pra fazer maratona: Orphan Black

Quem gosta de balada, curtição e balalaika com tang na garrafinha de gatorade é adolescente, adulto gosta mesmo é de maratona de séries no fim-de-semana. E é por isso que a partir de hoje, todas as sextas euzinha vou dar dicas ótimas de séries viciantes pra você passar seu fim-de-semana na doce companhia do netflix e do edredom ♥

Foi difícil escolher entre todas as séries que eu assisto, porque todas são viciantes, mas escolhi uma que tem um lugar muito especial e cativo no meu coração: Orphan Black. Sério, desde o primeiro episódio que eu assisti eu não queria mais parar, assisti três temporadas em um espaço de uma semana, e já estou me sentindo órfã agora que acabou a quarta temporada.

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Você quer motivos para escolher Orphan Black pra ser sua companhia do fds? Então dá-lhe motivos:

1 – Ficção científica e mistério

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O tema central de Orphan Black é a clonagem humana. Pra contextualizar um pouco sem dar spoiler, Sarah Manning é uma moça muito da porra louca, que está fugindo de um ex-namorado traficante que tá na cola dela atrás de dinheiro, quando numa estação de trem encontra uma moça exatamente igual à ela, que se joga na frente do trem e deixa uma bolsa na estação. Ao pegar a bolsa, Sarah descobre que a mulher se chama Beth Childs, e vai até a casa dela afinal, se elas são iguais, nada mal se passar por ela pra limpar a barra e tirar o namorado trafica da cola dela né? Só que aí, ela descobre que a Beth não é uma irmã gêmea ou prima perdida pelo mundo, e sim seu clone. E que existem várias perdidas pelo mundo. E é aí que o caldo começa a engrossar porque Sarah se mete em muitas aventuras eletrizantes (leia com a voz do locutor da sessão da tarde) pra ligar os pontos dessa confusão toda.

É uma série de ficção científica muito bem amarrada, que faz você realmente acreditar que sei lá, você pode ter clones espalhados por aí. Mas, mesmo pra quem não curte muito o estilo, a série é incrível porque ela é rodeada de mistérios, enigmas e pontos a serem descobertos. Fora que a cada episódio a história muda um pouco de rumo e é completamente imprevisível saber como termina. É delicioso ir descobrindo os mistérios ao longo da série.

 

 

2 – Tatiana Maslany

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Aí você me pergunta: mas como são vários clones, é uma pessoa só que interpreta? SIM! E a proeza é da maravilhosa, sensacional, fantástica Tatiana Maslany ♥. Ela interpreta oficialmente SETE personagens na série, mas sempre tem mais um clone a ser descoberto, e ela brilhantemente dá vida a todas elas. E o mais foda de tudo é que cada personagem é tão diferente entre si, que às vezes você esquece que é a mesma pessoa. Eu nunca vi nada igual, cada personagem tem seus trejeitos, seu jeito de sorrir, de olhar, sotaque, expressões faciais, é foda, é muito foda ver o trabalho da Tatiana. Não me conformo que ela não venceu nenhum Emmy até hoje!

 

3 – Girl Power!

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Orphan Black é uma série que tem mulheres muito fortes. Além dos clones, as mulheres que as rodeiam são tão únicas e incríveis! É impossível não se apaixonar pelas mulheres, tão carregadas de bagagem e cicatrizes emocionais, e que tão brilhantemente defendem as pessoas que elas amam! Amo ver as séries que representam as mulheres como pessoas reais, sem afetação, com bom humor e sensibilidade ♥

 

4 – Os coadjuvantes

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Nem só de cientistas e clones se faz uma série de sci-fi. Orphan Black só tem personagem foda, e os coadjuvantes são tão protagonistas como os clones. Cada um vai se descobrindo e ajudando a deixar o roteiro mais completo e intrigante possível. E tem figuras detestáveis como o Ferdinand, e apaixonantes como o Donnie e o Felix ♥ Aliás, DONNIE E ALISON MELHOR CASAL EVER OK?

 

5- Representatividade 

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Além da feminina, a questão lgbt está muito bem representada em Orphan Black. Existem personagens gays, lésbicas, trans, e tudo é tratado de forma muito natural. Nunca a sexualidade é tratada como um fator principal do personagem, é só parte do que ele é, como sempre deveria ser. Há muito mais nos personagens do que a pessoa que ele se relaciona. E isso é pra levar para a vida, é uma reflexão super importante 🙂

 

6- Um humor muito natural

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É uma série de suspense, com muito drama mas também com muito humor. Mas um humor diferente, sarcástico, sagaz, que te faz rir quando você menos espera. Grande parte do humor é graças ao Felix e ao casal Alison e Donnie.

 

7 – Drama e suspense

A série vai muito além do tema clones e evolução genética, ela trata de vários outros temas, como fanatismo religioso, corrupção na polícia, maternidade, dramas familiares, adoção, etc. Por isso eu disse lá em cima que Orphan Black não é apenas para fãs de sci-fi 😉

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Eu poderia listar um milhão de motivos para você assistir Orphan Black, mas você ia perder tempo aqui lendo quando poderia comprovar tudo isso aqui que eu disse assistindo. Então, não perde mais tempo! Tem quatro temporadas fresquinhas para você assistir, vir comentar comigo e se apaixonar pela Helena ♥

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5 motivos para você assistir Mr. Robot HOJE

Olá senhora, com licença, você tem um minutinho para ouvir a palavra de uma doida por séries? Fazia tempo que eu não dava dica de séries por aqui né? Ora pois, não fique triste porque eu tenho muitas séries acumuladas para indicar pra vocês, e obrigar vocês a assistirem, assim como quem não quer nada.

A dica de hoje é uma série que eu conheci ano passado e devorei em apenas um fim de semana, e fiquei praticamente um ano em abstinência pesada, tomando tarja preta (mentira).mr-robot

MR. Robot conta a história do Elliot, um programador que trabalha em uma empresa de segurança virtual durante o dia, e a noite é um hacker super foda, daqueles que a gente vê em matérias do fantástico sobre como não cair em golpes da internet por meio de e-mails que vem com vírus do banco. Brincadeira, ele é muito mais foda que isso, ele é daqueles que entram na deep web com o pé nas costas (você sabe o que é deep web né miga? quando eu pesquisei fiquei dias sem dormir e com medo de cair em alguma página de bonecas humanas clicando em um anúncio de como emagrecer dormindo).

Enfim, só que não é só isso, o Elliot tem problemas sérios de socialização, que acabam desencadeando uma fobia social mesmo, que é um dos ganchos da série. Não dá pra falar muito porque senão vira spoiler, por isso, vou te dar motivos pra assistir HOJE MESMO.

1 – Ele mostra o mundo da internet de uma forma realista

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Sabe quando você fica com vergonha alheia de programas e séries (principalmente no Brasil), mostrando a internet, os hackers, os crimes virtuais, as redes sociais, de uma forma completamente irreal e vergonhosa? Pois em MR. Robot não existe isso, tanto é que a série ficou super famosa em vários fóruns pelo mundo, que são berço da comunidade hacker. Aliás, ele mostra a outra face do hacker, que é meio visto como uma entidade mascarada que existe apenas pra ferrar com as vidas de nós, meros mortais, que ~surfam~na internet. Eles mostram tanto as ferramentas como as pessoas de uma forma mais realista, sem a necessidade de efeitos especiais e mágicos na resolução dos problemas.

2 – Rami Malek

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Ele é o personagem principal da série, e sério, é impossível não se apaixonar e não criar uma empatia com o Elliot. O Rami tem uma atuação impecável, e eu nunca tinha visto nenhum trabalho dele antes. Não é a toa que ele ganhou tantos prêmios pela atuação, porque ele te prende, te deixa angustiado, com pena, desesperado de vontade de chegar e dar um abraço.

3 – Você não precisa entender de programação pra gostar

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Juro, eu não entendo NADA de códigos, e me senti totalmente inserida no universo de MR. Robot, porque a história é incrível e a forma como ela é contada é totalmente instigante e às vezes até desesperadora. Tudo é muito explicado mas de uma forma didática e nada chata. E não precisa ser super nerd pra gostar, viu? Pelo contrário, é uma série mais de suspense e drama, o universo da informática é mais como um pano de fundo pras tramas se desenvolverem. E uma das tramas principais gira em torno da FSociety, que é uma organização hacker, inspirada no Anonymous. Pra quem está de fora, é muito legal ver como isso se forma, como se desencadeiam os conflitos éticos e morais por trás da organização, e o lado humano de quem trabalha nela.

4 – Narrativa não-linear

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Eu sou suspeita pra falar, mas amo uma série sem começo, meio e fim, em que você vai descobrindo a cada episódio o rumo dos personagens, e que não tem como imaginar o final porque ele pode mudar de curso várias vezes. Uma coisa é certa, todo final é angustiante, de forma nenhuma tem final feliz, e é ótimo que seja assim. Todo final é aquele que você fica “MEU DEUS COMO VOU VIVER DEPOIS DESSE EPISÓDIO?”. Sim, e é difícil mesmo de viver.

5 – A campanha de lançamento da segunda temporada

Como MR. Robot ficou muito famoso entre o público dos fóruns, eles fizeram uma campanha de lançamento muito foda, e que ainda premiou quem decifrou o mistério e descobriu os easter eggs da campanha. Não entendeu nada? Você lê tudo aqui, porque não quero te dar spoiler.

Vejam. Apenas vejam essa série e venham comentar comigo.

It’s happening.

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Nova série: meu passado me condena

Começo esse post agradecendo a minha parceira de blog e amiga da vida por ter redigido esse texto, exatamente com as minhas palavras. Foi muito trabalhoso escutar e redigir tudo o que eu falava devido a tendinite que nesse dia me impossibilitou de digitar.

Vamos lá, falar sobre passado, adolescência, pode ser um tanto quanto traumatizante, ou não, afinal no meu caso eu dei a volta por cima e superei. Mal começamos essa série e eu já estou amando, um mês vai ser pouco para tanta história!

Sabe aquela coisa de o passado me condena? Não, você não sabe! Sabe por que? Porque essa frase tinha que ser tatuada em mim, quer saber mais? Apresento a vocês a EX MISS FEIA! (EU)

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Estou aqui pensando se coloco os nomes verdadeiros das pessoas que fizeram parte desse dia épico ou não. Vamos a história.

Desde que entrei na escola e comecei a entender as coisas, meu desejo era que logo chegasse o colegial para eu ser aquela menina popular, que chamava a atenção por onde passava e que todas as meninas desejassem ser amigas.

A ansiedade para ingressar na quinta série era enorme, eu não via a hora daquele ano chegar. Terminei o primário e finalmente a quinta série chegaria, porém, nada, absolutamente nada do que eu sonhava aconteceu,

Primeiramente, logo no primeiro dia eu decidi que iria com o TAMANCO TRANSPARENTE que usei na minha primeira comunhão, só porque aquela jossa tinha um saltinho, e lembrem eu queria ser a popular. Pois bem, no colégio que eu estudei tinha uma escada para chegar as salas e logo no primeiro dia na fila eu tropecei na escada com aquele tamanco ridículo e me espatifei. Claro, todos riram, eu me levantei e pensei “relaxa Denise, ainda tem mais 4 anos nessa escola”.

Achei que daria a volta por cima, mas não, quinta e sexta série eu era apenas mais uma no meio de 30 alunos, porque nem na sala eu se quer era notada. As populares eram outras, umas que tinham cabelo liso, uma classe social alta, celular e as que comiam todos os dias na cantina, eu não me incluía em nenhum desses adjetivos.

Passadas as quinta e sexta série, eu não esperava mais nada a não ser pegar piolho e catapora, coisas que aconteceram nesses dois anos.

Poderia acabar aí a história, até que veio a sétima série, eu continuava sendo só mais uma, mas não achava nunca que no meio desse ano me destacaria como algo naquela escola. Até que os meninos da sala resolveram ao invés de fazerem uma votação para a menina mais bonita, fizeram para a menina mais feia, sim, a mais FEIA. Todos concordaram, inclusive eu, até que VOTAÇÃO ENCERRADA! Lembro que os meninos que estavam com a folha da votação na mão, olhavam pra mim e riam sem parar. Ali já via tudo era eu a MISS FEIA, A GAROTA MAIS FEIA DA SALA. Naquele momento parecia que tudo se encaixava, porque nenhum menino falava comigo, ou quando falava era uma brincadeira tosca ou uma piadinha para que virasse alvo de risadas.

Mas se eu chorei? Não, afinal era só a minha sala que sabia daquilo,né. Fiquei chateada, claro, pensava se eu era tão feia assim para merecer o prêmio de menina mais feia. Não sei vocês, mas por mim já pode encerrar a história aqui e pular pra depois da faculdade. Porém sempre existe o amanhã, e foi lá que as coisas pioraram.

No dia seguinte fui para a escola e teve uma palestra, não me lembro do que era, mas me sentei lá com a minha sala e com as outras, as cadeiras estavam postas lado a lado. Lembro que atrás de mim era o oitavo ano que estava sentado. Foi então que no meio da palestra senti um cutucão no ombro e olhei para trás e uma menina que nunca tinha visto ou falado com ela me perguntou: Você que ganhou como a menina mais feia da sala né?!

Cara, a menina perguntou com uma cara de felicidade, que eu fiquei feliz até que lembrei do título e que agora todos deveriam estar sabendo.

Essa história não teve um final feliz ou triste passei pela sétima série com o título de miss feia e tive que superar e aceitar, porque eu nem sabia o que era bullying, pra mim isso não existia, e mesmo se soubesse eu não falaria: “professora, eu sou a miss feia, faz algo por mim”.

Agradeço por ter sido miss feia no passado, bom seria se eu não tivesse ganho o título, mas já que ganhei que bom que foi no passado e não agora.

Depois da sétima série, continuei a mesma menina feia ainda por uns 4 anos, melhorei na faculdade e dei a volta por cima quando conclui a mesma.

Eu nunca me achei bonita na verdade, eu sabia que nunca seria a popular. Eu era feia mesmo. Vivia de cabelo preso por ser crespo, dava para amolar várias facas na minha testa, de tanto que amarrava meu cabelo, além do que, eu era apenas testa, cotovelo e joelho. Talvez eu tenha sido merecedora daquele prêmio.

Na época não me vinguei nem nada disso, mas confesso que a vida fez isso por mim, muitos dos que votaram em mim hoje estão feios, mas feios de doer, tantos os meninos quando as meninas.

Eu não virei a miss linda, ou algo assim, mas melhorei muito.

Obrigada vida, obrigada mundo, onde gira e as pedras podem se encontrar! HAHAHAHAHAHA

Quis filosofar no final e não deu certo.

Semana que vem eu volto com mais histórias!

Beijos!

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#Culturando: Indicação de série – House Of Cards

Novamente tô aqui pra indicar séries que fiquei obcecada porque esse é o meu jeitinho sim. Eu tenho a mania, que não sei se é boa ou ruim, de assistir as séries de uma vez só e quando elas acabam eu fico órfã e não sei pra onde ir, não sei o que dizer apenas sentir.

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Bom, depois ter terminado a última temporada de Downton Abbey, e como vocês sabem  minha maior paixão da vida, resolvi ceder ao buzz e começar House Of Cards. A terceira temporada foi lançada em fevereiro e desde então não se fala em outra coisa. Confesso que tenho preguicinha de séries que geram muito buzz, gosto de ver depois que a poeira baixou, pra não ser tão influenciada. Porém, fiquei curiosa e resolvi ceder. E olha: não me arrependo.

Em três dias (assistindo só a noite, depois do trabalho) terminei a primeira temporada e fiquei sem fôlego, sem reação, sem estruturas. Aí vem a segunda temporada com dois pés no meu peito  destruir o que eu ainda tinha de vida. Sem lenga lenga, é uma das melhores  séries atuais.

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Pra quem tá total por fora: House of Cards é uma série original do Netflix, que gira em torno da Casa Branca, da presidência dos Estados Unidos e do Congresso Americano. Mas o personagem principal não é o presidente, e sim o deputado Francis Underwood, ou Frank, pros íntimos. Frank é inteligente, frio, calculista e extremamente estrategista. Ele sabe bem que poder vale muito mais que dinheiro, e faz de tudo pra aumentar o seu. De tudo MESMO. Sem escrúpulos, sem arrependimentos, sem dramas. Ele tira do caminho qualquer um que possa atrapalhar seus planos. Só que tudo isso com muita inteligência e estratégia, como um jogo de xadrez, e com muita destreza e cuidado, como um castelo de cartas.

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Aí você me fala “aff que homem horrível, vou odiar”, SÓ QUE É IMPOSSÍVEL ODIAR O FRANK. IMPOSSÍVEL, de verdade. Eu me sinto muito mal por isso mas é impossível. Muito se deve ao fato de quem interpreta o Frank ser o maravilhoso Kevin Spacey, o carisma dele é inegável e ele transforma o Frank num personagem carismático (por incrível que pareça) e sarcástico. E ele fala pra gente, que tá assistindo (quem vê sabe do que eu tô falando). Eu fico DESGRAÇADA DA MINHA CABEÇA a cada episódio e não consigo largar.

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Enfim, as três temporadas estão completas no Netflix e só comece sabendo que você vai viciar e não vai mais querer ter vida social. Ah, e esqueci de falar, você vai amar e querer ser a Claire Underwood, é impossível não querer ser ela.

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