Mulheres que inspiram: Marilyn Monroe

Dando continuidade à série Mulheres que Inspiram, depois do post da Audrey Hepburn, hoje vou falar de outra diva que marcou a história do cinema, e da moda, na década de 50: Marilyn Monroe. Espero que gostem do post, e que estejam gostando da série, porque eu, com certeza, estou adorando fazê-la! Até mais!

Marilyn Monroe

Nascida Norma Jeane Baker Mortensen, a 01 de julho de 1926, na California, anos mais tarde se tornaria Marilyn Monroe e carregaria o título de maior símbolo sexual da história, até então.

Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!

Norma Jeane, filha da editora de filmes Gladys Baker, viveu grande parte de sua infância em orfanatos e casas de família, por sua mãe não ter condições nem financeiras, nem psicológicas de cuidar da filha. No ano de 1937, Norma Jeane se mudou para a casa de Grace Mckee Goddard, que era amiga da família. Entretanto, em 1942 o marido de Grace foi transferido para a Costa Leste, o que impossibilitou que ela fosse levada com eles. A solução então para ela foi se casar aos 16 anos com James Dougherty, de 21. Eles já namoravam há seis meses, e dois anos após o casamento ele foi transferido pela Marinha para o Pacífico Sul.

“Eu sabia que eu pertencia ao público e ao mundo, não pelo fato de ser talentosa ou até mesmo bonita, mas porque eu nunca pertenci a nada ou a ninguém”

Após a partida do marido, Norma Jeane foi morar com a sogra, mais uma vez vendo-se abandonada por todos, primeiro pela mãe, depois pelas famílias com as quais ia morar, e agora, por James. A sogra de Norma arrumou um emprego para ela como inspetora de páraquedas para a Radioplane Company. Um belo dia, fotógrafos foram até a fábrica para fotografar as moças para um possível esforço de guerra. Com eles, David Conover, o fotógrafo que descobriu Norma Jean e decidiu que o lugar dela definitivamente não era ali, e sim nas capas de revista.

Ninguém nunca disse que eu era bonita quando pequena. Toda menina deveria ser chamada de bonita, mesmo que elas não sejam.

Norma então entrou como modelo na agência Blue Book, descobriu que a câmera era uma ótima aliada para a beleza dela, clareou os cabelos e pediu o divórcio a James. Começava uma nova vida.

Em 1945, Norma Jeane já estampava as páginas de várias revistas, e em 26 de agosto de 1946 veio o primeiro contrato como atriz, com a Twentieth Century Fox. Após a assinatura do contrato, foi chamada no gabinete de Ben Lyon, que sugeriu que ela arrumasse um outro nome, mais forte e imponente, como sua imagem. Foi aí que surgiu o Marilyn Monroe, nome que marcaria para sempre a história do cinema.

Todo mundo é uma estrela e merece o direito ao brilho.

Mas o começo de Marilyn no cinema não foi fácil. Sua estreia se deu com um papel de pouca expressão no filme  “The Shocking Miss Pilgrim”, no ano de 1947. Neste ano ainda participou de “Torrentes de ódio” e “Idade perigosa”. Mas a Fox cancelou seu contrato e ela foi para a Columbia, onde permaneceu por apenas seis meses.

Sem dinheiro e sem emprego, topou no ano de 1949 posar nua para um calendário. O sucesso foi tamanho que ela estampou uma capa da Playboy, onde exibia suas curvas de  94 centímetros de busto, 61 de cintura e 89 de quadril.

Mulheres comportadas raramente fazem historia.

A partir daí, seu nome realmente surgiu para a mídia e para o cinema, ganhando então em 1951 o primeiro papel de destaque, no filme “O Segredo das Viúvas”. Em 52, integrou o elenco de “O Inventor da Mocidade”, que fez seu nome atrair grandes bilheterias aos cinemas. A partir de então, Marilyn Monroe foi sinônimo de sucesso e grandes vendas, estrelando os filmes “Como Agarrar um Milionário” (1953), “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959) – este, com direção de Billy Wilder, que foi considerado “a melhor comédia de todos os tempos”.

Primeiro, preciso convencer a mim mesma de que sou uma pessoa. Depois, talvez eu me convença de que sou uma atriz.

Após o divórcio de James Dougherty, casou-se ainda com o jogador de beisebol Joe Di Maggio e com o dramaturgo Arthur Miller, e todos os casamentos acabaram por motivos de ciúmes.

Os homens passam, os diamantes ficam.

Em 1961, ano da perda de seu bebê com Arthur Miller, e do divórcio com o dramaturgo, Marilyn fez seu último filme, “Os Desajustados”. No ano seguinte, durante as filmagens de “Something’s Got to Give”, Marilyn foi demitida devido aos frequentes atrasos.

Algumas pessoas têm sido cruéis. Se eu disser que eu quero crescer como uma atriz, eles olham para a minha figura. Se eu disser que gostaria de desenvolver, a aprender a minha embarcação, eles riem. De alguma forma eles não esperam-me para ser levado a sério sobre o meu trabalho.

Um dos episódios mais memoráveis da história de Marilyn Monroe foi quando ela cantou  “Parabéns a você”, de forma sensual para o presidente John Kennedy, no Madison Square Garden, em New York. O episódio reforçou as especulações de que os dois teriam um caso. Quatro meses após isso, Marilyn foi encontrada morta, segurando o telefone, ao lado de um vidro de barbitúricos.

Ser um símbolo sexual é um fardo pesado de se carregar, especialmente quando se está cansada, ferida e desorientada.

“A estrela, que deixou o mundo aos 36 anos, personificou o glamour hollywoodiano dos anos 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram uma das mulheres mais desejadas do século 20.” Uol

“Apenas duas gotinhas de Chanel nº5.” – (em resposta provocante a um jornalista que quis saber o que ela usava para dormir, em 1955)

 

Porque Marilyn inspira?

Marilyn Monroe é sem dúvidas nenhuma um dos maiores nomes femininos do século XX, e com certeza dos próximos séculos que virão. Além de uma atriz de sucesso, sua beleza e sensualidade são grandes marcas da sua curta carreira. E porque isso inspira? Pensemos na época em que viveu Marilyn Monroe, década de 50, onde a repressão sexual era muito grande, onde as mulheres estavam começando, a passos pequenos, a dar seus primeiros passos em busca da liberdade. Tão pequenos que até hoje nós temos muito o que conquistar. E Marilyn era rebelde, não ligava para que os outros pudessem pensar dela e sua sensualidade iminente foi a maior marca dela. Naquela época uma mulher que não fosse prostituta não podia ser sensual. Uma mulher não podia ser dona de sua sexualidade, de seu corpo.

E por falar em corpo, ela é um dos ícones mais sensuais de todos os tempos e não segue em nada nenhum padrão de beleza imposto hoje. Ela era cheia de curvas, seios fartos e bumbum fartos, em algumas fotos dá até pra se notar uma barriga saliente, que seria duramente tratada nos photoshops da vida nos dias de hoje. E alguma dessas características que hoje seriam apontadas como defeito tiram a beleza da Marilyn? Não, cé claro que não! Ela é uma diva completamente atual, que mostra que é possível ser linda do jeito que nós somos, sensual, gostosa mesmo.

Uma mulher dona do seu corpo, de suas atitudes, de suas vontades e dos seus desejos sexuais promovendo uma revolução nos anos 50, mas que é completamente atual. É impossível não sentir nem um tico de inveja do que ela foi e querer um dia carregar pelo menos um pouco do encanto que só ela tinha!

Referências:

Webcine

Marylin Para Sempre

Uol

Beijinhos,

 

Ana Paula de Almeida

24 anos, jornalista, apaixonada por moda, redes sociais, Netflix e playlists do Spotify. Caipira morando na cidade grande e que ainda pega ônibus errado