O Guerreiro

Um guerreiro pode ser identificado de diversos modos, mas esse que eu conheci de fato era diferente de todos.
Sabe ele era normal, ele ria, ele chorava, ele demonstrava seus medos e suas emoções mas ele tinha algo diferente por isso era chamado de Guerreiro, ele tinha coragem para enfrentar a morte e as dores mesmo que chorasse de vez em quando era incrível vê-lo feliz quando ele não estava com esses problemas…
Ultimamente eu tenho tido o prazer de conviver com ele de perto e ver o quanto ele é forte e está resistindo a tudo que disseram ser impossível e queria compartilhar com vocês leitores o quanto eu tenho aprendido e sofrido com isso.
Sabe é imensamente horrível ver um amigo partindo gradativamente, cada dia que passa ele não vai se recuperando, ele vai piorando e isso simplesmente me dói, me dói de uma forma que eu não consigo explicar, a única emoção é a tristeza, não existe outra, além de tristeza e angustia.
Ele sente dores que não são suportáveis, eu estou aplicando morfina nele desde ontem de madrugada e essa rotina a mãe dele já leva todos os dias, se para gente é difícil eu não quero imaginar para ele. Isso poderia ser um relato feliz e eu realmente queria que fosse mas hoje o sol está cinza, o céu preto e nada tem cor, eu só vejo dor e lagrimas pedindo pelo amor de Deus que isso acabe.

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-Gabriela Bombonati, A colunista preguiçosa.

Ana Paula de Almeida

24 anos, jornalista, apaixonada por moda, redes sociais, Netflix e playlists do Spotify. Caipira morando na cidade grande e que ainda pega ônibus errado